Para qualquer consideração sobre o bolsa família, bolsa escola, etc...

Caderno Especial sobre o Centenário de Josué de Castro.
Ana Vitória, 1 ano e 2 meses, moradora de Floresta-PE, perdeu a visão dos dois olhos devido a forte desnutrição.

http://www.flickr.com/photos/acarvalho/2833314600/in/set-72157607139538004/

 

Então tá, os programas sociais são populistas, não resolvem os problemas, são currais eleitorais, etc.

Alguém quer explicar isso para os pais desta criança? Que é preciso "aumentar o bolo para dividí-lo?

 

Tempos modernos, velhas impressões

http://www.youtube.com/watch?v=nsWNsVdzfKw

 

http://www.youtube.com/watch?v=GzWpkGa4Sz4

 

http://www.youtube.com/watch?v=D3UOFDtkgTM

Assim falava Saint-Exupéry(1900-1944)...

“É este o verdadeiro milagre da espécie humana: não existir dor nem paixão que não irradie e não assuma uma importância universal. Se um homem, em seu sótão, alimentar no peito um desejo bastante forte, ele poderá daí, incendiar o mundo.”

“ Será que não se entende que, algures, nós erramos nosso caminho? O cupinzeiro humano é hoje mais rico do que outrora, dispomos de mais bens e de ócios e, contudo, existe algo de essencial que nos falta, algo que nós mal sabemos definir. Sentimo-nos menos homens, perdemos, não sabemos como nem onde, misteriosos privilégios.”

“ Nós queremos ser libertados. Aquele que trabalha com a enxada quer descobrir um sentido no golpe da sua ferramenta. E o golpe da enxada do condenado a trabalhos forçados não é o mesmo do prospector, que engrandece quem o dá. O degredo não reside aí, onde se trabalha com a enxada. Não existe horror material. O degredo reside aí, onde se dão golpes de enxada que não têm sentido, que não ligam quem os dá à comunidade dos homens. Nós queremos evadir-nos do degredo. ”

“ Será que nossas divisões valiam os nossos ódios? Quem poderá pretender estar sempre absolutamente certo? O campo visual do homem é minúsculo. A linguagem é um instrumento imperfeito. Os problemas da vida rebentam com todas as fórmulas. ”

“Hoje me sinto profundamente triste, triste em profundidade. Estou triste pela minha geração, vazia de toda substância humana, geração que apenas tendo conhecido o botequim, as matemáticas e os automóveis Bugatti como forma de vida espiritual, se encontra hoje numa ação estritamente gregária que já não tem mais cor alguma. Odeio minha época com todas as forças. O homem está morrendo de sede. ”

"É preciso viver muito tempo para se tornar um homem. Entrelaça-se lentamente a rede das amizades e das ternuras. Aprende-se lentamente. A obra compõe-se devagar. É preciso viver muito tempo para que a pessoa se cumpra."

Mas para onde vão os Estados Unidos e para onde vamos nós, também, nesta época de funcionalismo universal? O homem robô, o homem térmita, o homem que oscila entre o trabalho forçado Bedeau e o jogo de cartas. O homem castrado de todo o seu poder criador, e que não sabe mais, lá no fundo do seu lugarejo, criar uma dança ou uma canção. O homem que alimentam de cultura confeccionada, de cultura padronizada, como se alimentam de feno os bois. É isso o homem de hoje."

A pergunta que não cala é: o que mais falta dizer para compreender, estruturar e agir?!

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Fragmentos do livro "Um sentido para a vida" - Antoine de Saint-Exupéry - Ed. Nova Fronteira - 1983 Tradução de Maria Helena Trigueiros

Uma iniciativa que não vi na mídia

http://www.senado.gov.br/sf/atividade/Materia/detalhes.asp?p_cod_mate=82166 

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 480, DE 2007 Determina a obrigatoriedade de os agentes públicos eleitos matricularem seus filhos e demais dependentes em escolas públicas até 2014.

Desde 02/09,  repousa "em data oportuna" a instrução da matéria  na Comissão de Constituição e Justiça do senado federal.  O projeto de lei do senador Cristóvão Buarque protocolado  em 16/08/07 salta aos olhos pela observação lógica de sua justificativa.

"No Brasil, os filhos dos dirigentes políticos estudam a educação básica em escolas privadas. Isto mostra, em primeiro lugar, a má qualidade da
escola pública brasileira, e, em segundo lugar, o descaso dos dirigentes para com o ensino público.
Talvez não haja maior prova do desapreço para com a educação das crianças do povo, do que ter os filhos dos dirigentes brasileiros, salvo raras exceções, estudando em escolas privadas. Esta é uma forma de corrupção discreta da elite dirigente que, ao invés de resolver os problemas
nacionais, busca proteger-se contra as tragédias do povo, criando privilégios.
Além de deixarem as escolas públicas abandonadas, ao se ampararem nas escolas privadas, as autoridades brasileiras criaram a possibilidade de se beneficiarem de descontos no Imposto de Renda para financiar os custos da educação privada de seus filhos.
Pode-se estimar que os 64.810 ocupantes de cargos eleitorais –vereadores, prefeitos e vice-prefeitos, deputados estaduais, federais, senadores
e seus suplentes, governadores e vice-governadores, Presidente e Vice-Presidente da República – deduzam um valor total de mais de 150 milhões de
reais nas suas respectivas declarações de imposto de renda, com o fim de financiar a escola privada de seus filhos alcançando a dedução de R$ 2.373,84 inclusive no exterior. Considerando apenas um dependente por ocupante de cargo eleitoras.
O presente Projeto de Lei permitirá que se alcance, entre outros, os seguintes objetivos:
a) ético: comprometerá o representante do povo com a escola que atende ao povo;
b) político: certamente provocará um maior interesse das autoridades para com a educação pública com a conseqüente melhoria da qualidade dessas escolas.
c) financeiro: evitará a “evasão legal” de mais de 12 milhões de reais por mês, o que aumentaria a disponibilidade de recursos fiscais à disposição do setor público, inclusive para a educação;
d) estratégica: os governantes sentirão diretamente a urgência de, em sete anos, desenvolver a qualidade da educação pública no Brasil.
Se esta proposta tivesse sido adotada no momento da Proclamação da República, como um gesto republicano, a realidade social
brasileira seria hoje completamente diferente. Entretanto, a tradição de 118 anos de uma República que separa as massas e a elite, uma sem direitos e a outra com privilégios, não permite a implementação imediata desta decisão.
Ficou escolhido por isto o ano de 2014, quando a República estará completando 125 anos de sua proclamação. É um prazo muito longo desde
1889, mas suficiente para que as escolas públicas brasileiras tenham a qualidade que a elite dirigente exige para a escola de seus filhos.
Seria injustificado, depois de tanto tempo, que o Brasil ainda tivesse duas educações – uma para os filhos de seus dirigentes e outra para os
filhos do povo –, como nos mais antigos sistemas monárquicos, onde a educação era reservada para os nobres."

É uma boa oportunidade para realizarmos um abaixo assinado, tipo "spam" de internet...

Chuva do caralho...

Amava, insconsciente, aquele mormaço. Aquela umidade.

Pisar na areia quente, sentir o calor na pele era uma necessidade. Diária. Crescera assim, contemplando aquele horizonte, mergulhado naquelas águas turvas. Tinha a certeza de pertencer àquilo. Agora, já não tem mais. 

Quando olhava as gotas escorrendo pela vidraça, sabia que a chuva não duraria para sempre. Era a esperança. Agora, não espera mais.

O sopro do sul, de cara para a baía, era a certeza da tormenta chegando. Hoje, nada mais é certo. A tempestade cai sem aviso, com o vento contra.

De frente para o mar, sempre soube que o tempo mudaria quando nuvens surgiam no horizonte. Agora, não há mais o horizonte.

O céu cinza, invencível, mostrou-lhe que a pequena enseada perdera o encanto. Assim como aquela gente, os ventos, as nuvens, as águas haviam se tornado inóspitos. A certeza de pertencer se fora.

E assim como fizera o sol, sentiu pela primeira vez vontade de partir.

Resposta a consideração sobre quem criou quem

A questão como qualquer outra esbarra em nossa capacidade sensorial, de compreensão. Nossa limitação está presente até na lógica aplicada, pois elaboramos padrões e somos "vitimados" por estes. Nossa comprensão, portanto, está nos limites lógicos compreensíveis de nossa própria limitação.
Fazemos parte de um processo que talvez a lógica não faça parte. Como energia, a fé teria algum poder emanador de forma a alterar frequ~encias do que chamamos realidade. Deus talvez possa existir apenas em função desta fé que muitos creditam, se manifestando como um sonho acordado.
Sinceramente, creio que gastamos muita "energia" buscando respostas espirituais para nossos flagelos que são muito mais materiais, como fome, frio e a doença que pode levar a morte.

Talvez se pudéssemos canalizar mais esforços em prol da melhoria de vida como reduzir carga de trabalho em função da falta de empregos ( creiam, não há interesse em gerar o emprego pleno, pois assim faltaria o excesso de contingente para regulação de salários. Seu chefe não poderia obrigá-lo a fazer algo que não concorde ameaçando ter mais de 200 pessoas na porta para pegar a tua vaga, e assim por diante. Leia Adam Smith, A riqueza das Nações) e ter mais tempo para criar os filhos, estudos livres na medicina para alcançar a vida eterna ( é melhor se previnir caso não exista o tal do paraíso), a prática do respeito e consideração para com os outros por motivos egoistas como: se eu não te ferrar vc tb não me ferra (oK!), poderíamos nos dar bem melhor.

E quem sabe? De repente, até poderíamos encontrar o paraíso diante de nossos próprios olhos, escondido apenas pela ganância, egoísmo e estupidez de não conseguir enxergar os outros como nossos verdadeiros irmãos, sem apelar nem mesmo para a religião.

Imagine...

Puxando a descarga

Como bem sabe qualquer criança, lugar de fazer merda é na privada, não em público...

Marx revisitado

"A imprensa brasileira tem sido adversária histórica das instituições representativas do País" - Wanderley Guilherme dos Santos

A primeira vez como tragédia, a segunda, como farsa.

Como no início dos 50, o governo brasileiro cria uma empresa estatal para explorar petróleo em solo nacional. Como no início dos 50, a imprensa privada defende a abertura do setor a empresas privadas - e estrangeiras. Assim foi com O Globo, Grupo Folha, Diários Associados, O Estado de S.Paulo.

“O Estado de S.Paulo alegava que a criação de empresas estatais provocaria déficit no orçamento da União, aumentaria a carga tributária, prejudicaria o setor produtivo e elevaria a inflação”. (A criação da Petrobras nas páginas dos jornais O Estado de S. Paulo e Diário de Notícias - Celso Carvalho Junior, Unesp, 2005).

Contra os jornais, o presidente Getúlio Vargas criou a Petrobras. Sustentada pelo monopólio na exploração de petróleo, a estatal consolidou-se como referência internacional na atividade. Hoje, ainda que sangrando recursos nacionais para fora do país, é a oitava maior empresa do mundo, a segunda mais lucrativa das Américas.

E se sangra, sangra pelas mãos de Fernando Henrique Cardoso, o presidente da imprensa privada. Em 97, o homem eleito com a missão de destruir o legado de Vargas acabou com o monopólio estatal. Vingança da mídia, com quase um século de atraso. O pistoleiro de plantão foi seu então genro, David Zylbersztajn, eternizado pela frase "o petróleo é vosso". Hoje, Zylbersztajn é "fonte" para condenar a Petrosal.

Fazendo seus os argumentos do ex-genro, a imprensa privada tenta derrubar o projeto governista. Pede mais tempo para debates, para consultar mais "especialistas". A quebra de monopólio se deu sem discussão alguma. Não houve consulta.

Enquanto a mídia for privada, não haverá projeto de nação possível.

PARAFRASEANDO: UM RECADO PARA A COMISSÃO NACIONAL DA CONFECOM

13 de agosto de 2009 às 22:17

Quem espera nunca alcança…

Talvez ninguém da Comissão Nacional tenha prestado atenção na composição de Chico Buarque e por conta disto as bases despretigiadas se mostrem tão revoltadas com os acontecimentos.
Perdoem a lucidez, mas temos problemas com a própria Comissão. Não adianta apontar o dedo apenas para os empresários do setor, pois a incompetência nos parece geral. Como podem os concessionários de um serviço público terem mais importância na discussão do mesmo, que os donos, a população servida? A Nacional poderia há muito ter ratificado muitos itens do regimento interno, pois segundo informações da própria, as objeções eram poucas, não nos remetendo ao caráter fundamental das mesmas.
A Falta de ação e deliberação estão custando caro aos que estão movimentando a sociedade em suas bases neste momento. Os informes carecem de documentação, dificultando o acesso popular as instâncias decisórias. Cheguei a ler algo sobre delegados pétreos em deliberaçoes, que presumo terem sido refutadas…
Afim de garantir mais força política às conferências estaduais, optamos em realizar municipais.Qual não foi nossa surpresa ao recebermos informes, há praticamente duas semanas do prazo final, de que elas não seriam relevantes em termos de propostas delegadas.
Será esta uma lição de democracia?
Houve falta de comunicação? Se esta aconteceu como podemos levantar e discutir a questão se não fazemos nem nosso dever de casa?
Espero que este desabafo, de certo modo passional, não seja considerado um argumento desmobilizador. Muito pelo contrário, em recente reunião até nos motivou mais.
Já foi dito que o preço da liberdade é a eterna vigilância e que o poder corrompe.
Espero causar reflexão e mais posicionamento, os caminhos permanecem abertos

http://proconferencia.org.br/textos/clipping/empresarios-oficializam-saida-da-confecom-teles-e-band-continuam/

 
" target=_blank>UOL Busca  

1ª CONFECOM

 

Você não viu, nem ouviu nada sobre a

Conferência Nacional de Comunicação?

É sinal que sua liberdade de informação e expressão está em risco.

 

Acesse

http://baixadasantista.proconferenciasp.org

 

e saiba o porquê.

 

É "pet", "lóki" e "pop".

http://www.youtube.com/watch?v=UHFENLljn0Y

 

Recebi um carta eletrônica de uma amiga solicitando ajuda monetária e humanitária para pobres e desvalidos cachorrinhos. Respondi que não o faria por uma questão de princípio e tal. Meio chateada, ela me retornou a comunicação com mais argumentos, dando origem a uma resposta que torno  aqui pública num debate que tem muito a ver com nossa modernidade.

Ficou "mordida" , hein? rsrs

Flôr, não se apoquente, é mesmo clichê, mas é sério.

Concordo em gênero, número e grau que "Uma causa não exclue nem diminue a importância da outra, porém há espaço para todas, já que infelizmente há tanta necessidade pelo mundo afora...", mas você há de convir que a questão canídea urbana (é menos complicada que a de mico leão dourado, por exemplo) estaria mais ligada a saúde pública que a qualquer outro seguimento.

Peço então que reveja - pelo menos - seu argumento, pois, definitivamente, seres humanos não são "bichos". Para alguns falta a "humanidade", é verdade, mas compará-los é um exercício perigoso.

Somos, sim, animais, todos com características próprias, e "amor", não faz parte do dicionário de qualquer espécie a não ser a nossa.  Cães, deve-se ter a clareza, nos seguem por uma questão de sobrevivência e instinto, nos reconhecem como "alphas da matilha", segundo consta nos manuais. Mesmo na mais absurda interpretação, o "amor" não pode significar subserviência, não é? E, mesmo em nossa sociedade, a palavra parece muito mais ligada a poesia do que a realidade científica vigente.

Não preciso te lembrar da história que aproximou homens e cães. Do porque existem tantas raças. Hoje a domesticação só tem sentido "ainda" nos pólos e campos, onde em um é transporte (o trenó mecânico pode até substituir, com vantagem para ambos) e em outro ajuda no pastoreio. De resto o fenômeno é "PET", "lóki" e "pop".

De modo mais expressivo, talvez faríamos muito mais por "eles" esclarecendo as "necessidades humanas" de companhia, estima. Daí quem sabe, as espécies poderiam existir sem tantos problemas, em seu meio natural, longe da perfídia de "amorosos" velhinhos, crianças e adultos "ajustados".

Conte comigo em qualquer ação neste sentido, desde o fim da comercialização de animais ditos domésticos, do fim de passeatas sem sentido como a Cãominhada (és jornalista, sabes o porquê da coisa, né?), de shows circences, até campanhas para fomentar o interelacionamento pessoal de forma que as pessoas não precisem colocar "guias" em animais afim de satisfazer qualquer fantasia, vaidade ou puro deleite.


Comunicação é busca de entendimento, muita paixão atrapalha. A razão não é propriedade de ninguém, temos que achar o consenso...

Te amo, beijo.

P.S.:Continue a mandar, senão como poderei comentar ou divulgar ação procedente? Chega de "castração"!! rs

Agora doeu, né?

Há tempos o judiciário, aqui representado pelo Supremo Tribunal Federal, é defensor dos endinheirados. A classe dos jornalistas diplomados jamais se mobilizou por conta disso.

Há tempos Gilmar Mendes achincalha o País, vide, para ser econômico, o caso Daniel Dantas. Tampouco houve levante por parte da imprensa diplomada. As minguadas vozes contrárias ao presidente do STF, como a de Mino Carta (jornalista fodão, que jamais pisou em uma faculdade), foram devidamente enquadradas. Mendes os processou. E eles ficaram sozinhos.

Há tempos o ensino superior de baixa qualidade vem espalhando seus tentáculos, trazendo consigo milhares de diplomas de jornalismo a serem comprados. Onde estava a dita Imprensa?

Bastava a metade dos formandos que fez juras de amor ao compromisso com a verdade durante a colação de grau cumprir essa promessa. Teríamos, então, um judiciário um pouco mais sério, menos faculdades caça-níqueis e o mínimo de respeito à profissão que exercem.

A morte do diploma coroa a apatia de uma geração dominada por pretensos jornalistas que, com a mesma desfaçatez de Gilmar Mendes, atropela os fatos para manter seus empregos. Esconde crimes, estatísticas, imagens. Cria falsos heróis. Convenhamos, os patrões levaram tempo demais para perceber que não precisam de universitários para escrever o que mandam.

Lamente-se pelo jornalismo, cada vez mais raro por estas bandas. Pelos diplomados, não.

 

O nó da forca nas “regras da casa”

 

Com a eternidade do momento à disposição, explico o porquê permaneci prostrado ao sabor da natureza sem muito a declarar neste espaço.

Debaixo da árvore do conhecimento, o olhar crítico esteve passeando no horizonte das palavras, procurando soltas algumas que juntas pudessem preencher e dar sentido ao noticiário da indiferença.

De longe enxerguei Adam Smith acenando uma “mão invisível” que satisfaria através da competição as necessidades sociais mais amplas por conta do interesse próprio. Desprezando ingenuamente a possibilidade do paradoxo, enriqueceria tanto o povo quanto o soberano.

 Malthus surge logo depois, acenando a mesma mão, agora com o viés biológico da procriação que dificultaria o desenvolvimento das nações.

Um dedo em riste, no entanto, desfocou a imagem. É Marx que indica a exploração da mão de obra na luta de classes ao apontar para David Ricardo (divergência sobre a relação população/riqueza) e Stuart Mill (discordância sobre a compatibilidade entre mercado e distribuição de renda).

Surge nova visão com keynes e o modelo monetarista, acompanhado posteriormente de outros sem grandes credenciais intitulados neoliberais, que já a luz do atmo presente, desaparecem no abrigo das sombras.

Salta então aos olhos Jeffrey Sachs (diretor do projeto milênio da ONU que prevê a redução da fome – acredite, pela “metade” – até 2015) ao declarar que “o mundo tem tecnologia para acabar com a pobreza. Sejamos claros: o sistema não está funcionando direito.”

Os números embora tão perdidos quanto às palavras, acabam também por encontrar-se em estimativas, que entre perto e longe, são visíveis a olho nu nos meios de comunicação de massa; cerca de 3 trilhões de dólares foram criados pelos governos para socorrer bancos e instituições financeiras sendo que apenas 1 trilhão seria mais do que suficiente para acabar com toda a fome e miséria no planeta.

Diante de toda a exposição, não chega a ser estranho que da rigidez de meu corpo pendendo na corda, escape de vez em quando um suspiro...

 

Gente safaaaaaaaaaada

Protógenes Queiroz é ruim de retórica, mau comunicador.

Na Roda de Vivos, da TV Cultura, caiu na arapuca e passou de investigador a investigado. Assim tem sido, desde a prisão de Daniel Dantas. Ele, que comandou provavelmente a maior operação contra o crime organizado no País, pouco falou do banqueiro, cuja defesa por parte dos meios de comunicação fica cada vez mais evidente. Dantas é mais poderoso do que se imaginava - e a imprensa, ainda mais safada.

O delegado não foi capaz de desqualificar perguntas/argumentações completamente imbecis como a de Fernando Rodrigues, que o desafiava a revelar a identidade de agentes secretos que atuaram na Satiagraha.

Queiroz garante que o inquérito comandado por ele tem provas irrefutáveis do envolvimento de jornalistas no esquema Daniel Dantas. Esperamos sua divulgação com ansiedade.

Até lá, o circo continua.

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