Sobre minas, mineiros e a origem das espécies

Triste história em que a moral se resume a precisar chegar ao fundo do poço para alçar o céu...

Qualquer dúvida, assista ao filme:a montanha dos 7 abutres, com Kirk Douglas

Oh, dúvida cruel!...

A morte de Orlando Zapata suscita maiores reflexões. Apesar de classificado como dissidente político pela mídia em geral, pouco de concreto  podemos observar a este respeito. Na wikipédia se fala do homem e sua trajetória com informação postada às 15:24hrs do dia 10/03/2010, o que sugere ser uma mera reprodução. Em alguns Blogs se diz que a Anistia Internacional o classifica como prisioneiro de consciência, mas uma breve pesquisa no sitio da AI demosntra a inexistência de referência.

Tá certo que gastei uma hora e meia em busca por informação. Me preocupo,pois, com o resultado de mais tempo...

O guerrilheiro, a ilha e o tempo

Revoluções têm a juventude como valor intrínseco. Sai o velho, entra o novo. Robespierre estava na casa dos 20 quando arquitetou a queda da Bastilha. Trotsky era ainda mais novo quando organizou a liga operária no sul da Rússia.

No imaginário da esquerda, Fidel Castro é jovem. Era, pelo menos, até bem pouco tempo atrás. Era o cara que partiu de um porto mexicano e navegou com outros 81 sonhadores até Cuba para derrubar um governo fantoche, como tantos outros que havia por esta América desgraçada. Ele conseguiu. Fez da ilha uma referência, zerou o analfabetismo, deu ao povo acesso universal à saúde, ao saneamento básico. Realizou o que os vizinhos ainda perseguem, mais de meio século depois.

Veio o embargo, caiu o muro, a economia fracassou. A imagem do guerrilheiro-moleque foi ficando pelo caminho. A euforia do cubano foi arrefecendo. O sonho de consumo ressuscitou, emparelhou com o de justiça social. O conceito de liberdade ficou confuso na cabeça do ilhéu. A transição do EU para o NÓS, profetizada por Steinbeck, impacou.

Ficou o encanto pela vitória de 1959. Para muitos, é, era a prova irrefutável de que sim, um outro mundo é possível. E talvez por causa desse encanto, até mesmo Lula, o sem ideologia, tenha evitado falar em democracia com Fidel.

Mas o tempo é implacável para quem não ascende à condição de mártir. A imagem de Che será sempre a do olhar no horizonte, confiante, invencível, sob a estrela vermelha de sua boina. A de Fidel, já não se sabe. Para manter o que resta dela, talvez seja hora de admitir que o socialismo só é pleno com democracia. O poder também é coletivo. Mesmo que isto signifique abdicar de um sonho, o mais bonito que os latinos já protagonizaram.

Estás diante do mais severo dos juízes, comandante. A história pode não absolvê-lo.

O FUTURO

Hora, o futuro...

É sol, é lua,

é estrela cadente.

É fruto, é flor,

é broto em forma de gente.

É luz, é sombra,

é puro reflexo,

inconsequente.

É perola da areia e é sempre,

o melhor e mais precioso

presente

Ora...

 

Ho, ho, ho...

Moradia...

Violência...

 

Saúde...

guerra...

Trabalho...

Intolerância...

 e fome.

Mesmo atrás de muros, "eles" estão vendo.

Comemore!

Para qualquer consideração sobre o bolsa família, bolsa escola, etc...

Caderno Especial sobre o Centenário de Josué de Castro.
Ana Vitória, 1 ano e 2 meses, moradora de Floresta-PE, perdeu a visão dos dois olhos devido a forte desnutrição.

http://www.flickr.com/photos/acarvalho/2833314600/in/set-72157607139538004/

 

Então tá, os programas sociais são populistas, não resolvem os problemas, são currais eleitorais, etc.

Alguém quer explicar isso para os pais desta criança? Que é preciso "aumentar o bolo para dividí-lo?

 

Tempos modernos, velhas impressões

http://www.youtube.com/watch?v=nsWNsVdzfKw

 

http://www.youtube.com/watch?v=GzWpkGa4Sz4

 

http://www.youtube.com/watch?v=D3UOFDtkgTM

Assim falava Saint-Exupéry(1900-1944)...

“É este o verdadeiro milagre da espécie humana: não existir dor nem paixão que não irradie e não assuma uma importância universal. Se um homem, em seu sótão, alimentar no peito um desejo bastante forte, ele poderá daí, incendiar o mundo.”

“ Será que não se entende que, algures, nós erramos nosso caminho? O cupinzeiro humano é hoje mais rico do que outrora, dispomos de mais bens e de ócios e, contudo, existe algo de essencial que nos falta, algo que nós mal sabemos definir. Sentimo-nos menos homens, perdemos, não sabemos como nem onde, misteriosos privilégios.”

“ Nós queremos ser libertados. Aquele que trabalha com a enxada quer descobrir um sentido no golpe da sua ferramenta. E o golpe da enxada do condenado a trabalhos forçados não é o mesmo do prospector, que engrandece quem o dá. O degredo não reside aí, onde se trabalha com a enxada. Não existe horror material. O degredo reside aí, onde se dão golpes de enxada que não têm sentido, que não ligam quem os dá à comunidade dos homens. Nós queremos evadir-nos do degredo. ”

“ Será que nossas divisões valiam os nossos ódios? Quem poderá pretender estar sempre absolutamente certo? O campo visual do homem é minúsculo. A linguagem é um instrumento imperfeito. Os problemas da vida rebentam com todas as fórmulas. ”

“Hoje me sinto profundamente triste, triste em profundidade. Estou triste pela minha geração, vazia de toda substância humana, geração que apenas tendo conhecido o botequim, as matemáticas e os automóveis Bugatti como forma de vida espiritual, se encontra hoje numa ação estritamente gregária que já não tem mais cor alguma. Odeio minha época com todas as forças. O homem está morrendo de sede. ”

"É preciso viver muito tempo para se tornar um homem. Entrelaça-se lentamente a rede das amizades e das ternuras. Aprende-se lentamente. A obra compõe-se devagar. É preciso viver muito tempo para que a pessoa se cumpra."

Mas para onde vão os Estados Unidos e para onde vamos nós, também, nesta época de funcionalismo universal? O homem robô, o homem térmita, o homem que oscila entre o trabalho forçado Bedeau e o jogo de cartas. O homem castrado de todo o seu poder criador, e que não sabe mais, lá no fundo do seu lugarejo, criar uma dança ou uma canção. O homem que alimentam de cultura confeccionada, de cultura padronizada, como se alimentam de feno os bois. É isso o homem de hoje."

A pergunta que não cala é: o que mais falta dizer para compreender, estruturar e agir?!

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Fragmentos do livro "Um sentido para a vida" - Antoine de Saint-Exupéry - Ed. Nova Fronteira - 1983 Tradução de Maria Helena Trigueiros

Uma iniciativa que não vi na mídia

http://www.senado.gov.br/sf/atividade/Materia/detalhes.asp?p_cod_mate=82166 

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 480, DE 2007 Determina a obrigatoriedade de os agentes públicos eleitos matricularem seus filhos e demais dependentes em escolas públicas até 2014.

Desde 02/09,  repousa "em data oportuna" a instrução da matéria  na Comissão de Constituição e Justiça do senado federal.  O projeto de lei do senador Cristóvão Buarque protocolado  em 16/08/07 salta aos olhos pela observação lógica de sua justificativa.

"No Brasil, os filhos dos dirigentes políticos estudam a educação básica em escolas privadas. Isto mostra, em primeiro lugar, a má qualidade da
escola pública brasileira, e, em segundo lugar, o descaso dos dirigentes para com o ensino público.
Talvez não haja maior prova do desapreço para com a educação das crianças do povo, do que ter os filhos dos dirigentes brasileiros, salvo raras exceções, estudando em escolas privadas. Esta é uma forma de corrupção discreta da elite dirigente que, ao invés de resolver os problemas
nacionais, busca proteger-se contra as tragédias do povo, criando privilégios.
Além de deixarem as escolas públicas abandonadas, ao se ampararem nas escolas privadas, as autoridades brasileiras criaram a possibilidade de se beneficiarem de descontos no Imposto de Renda para financiar os custos da educação privada de seus filhos.
Pode-se estimar que os 64.810 ocupantes de cargos eleitorais –vereadores, prefeitos e vice-prefeitos, deputados estaduais, federais, senadores
e seus suplentes, governadores e vice-governadores, Presidente e Vice-Presidente da República – deduzam um valor total de mais de 150 milhões de
reais nas suas respectivas declarações de imposto de renda, com o fim de financiar a escola privada de seus filhos alcançando a dedução de R$ 2.373,84 inclusive no exterior. Considerando apenas um dependente por ocupante de cargo eleitoras.
O presente Projeto de Lei permitirá que se alcance, entre outros, os seguintes objetivos:
a) ético: comprometerá o representante do povo com a escola que atende ao povo;
b) político: certamente provocará um maior interesse das autoridades para com a educação pública com a conseqüente melhoria da qualidade dessas escolas.
c) financeiro: evitará a “evasão legal” de mais de 12 milhões de reais por mês, o que aumentaria a disponibilidade de recursos fiscais à disposição do setor público, inclusive para a educação;
d) estratégica: os governantes sentirão diretamente a urgência de, em sete anos, desenvolver a qualidade da educação pública no Brasil.
Se esta proposta tivesse sido adotada no momento da Proclamação da República, como um gesto republicano, a realidade social
brasileira seria hoje completamente diferente. Entretanto, a tradição de 118 anos de uma República que separa as massas e a elite, uma sem direitos e a outra com privilégios, não permite a implementação imediata desta decisão.
Ficou escolhido por isto o ano de 2014, quando a República estará completando 125 anos de sua proclamação. É um prazo muito longo desde
1889, mas suficiente para que as escolas públicas brasileiras tenham a qualidade que a elite dirigente exige para a escola de seus filhos.
Seria injustificado, depois de tanto tempo, que o Brasil ainda tivesse duas educações – uma para os filhos de seus dirigentes e outra para os
filhos do povo –, como nos mais antigos sistemas monárquicos, onde a educação era reservada para os nobres."

É uma boa oportunidade para realizarmos um abaixo assinado, tipo "spam" de internet...

Chuva do caralho...

Amava, insconsciente, aquele mormaço. Aquela umidade.

Pisar na areia quente, sentir o calor na pele era uma necessidade. Diária. Crescera assim, contemplando aquele horizonte, mergulhado naquelas águas turvas. Tinha a certeza de pertencer àquilo. Agora, já não tem mais. 

Quando olhava as gotas escorrendo pela vidraça, sabia que a chuva não duraria para sempre. Era a esperança. Agora, não espera mais.

O sopro do sul, de cara para a baía, era a certeza da tormenta chegando. Hoje, nada mais é certo. A tempestade cai sem aviso, com o vento contra.

De frente para o mar, sempre soube que o tempo mudaria quando nuvens surgiam no horizonte. Agora, não há mais o horizonte.

O céu cinza, invencível, mostrou-lhe que a pequena enseada perdera o encanto. Assim como aquela gente, os ventos, as nuvens, as águas haviam se tornado inóspitos. A certeza de pertencer se fora.

E assim como fizera o sol, sentiu pela primeira vez vontade de partir.

Resposta a consideração sobre quem criou quem

A questão como qualquer outra esbarra em nossa capacidade sensorial, de compreensão. Nossa limitação está presente até na lógica aplicada, pois elaboramos padrões e somos "vitimados" por estes. Nossa comprensão, portanto, está nos limites lógicos compreensíveis de nossa própria limitação.
Fazemos parte de um processo que talvez a lógica não faça parte. Como energia, a fé teria algum poder emanador de forma a alterar frequ~encias do que chamamos realidade. Deus talvez possa existir apenas em função desta fé que muitos creditam, se manifestando como um sonho acordado.
Sinceramente, creio que gastamos muita "energia" buscando respostas espirituais para nossos flagelos que são muito mais materiais, como fome, frio e a doença que pode levar a morte.

Talvez se pudéssemos canalizar mais esforços em prol da melhoria de vida como reduzir carga de trabalho em função da falta de empregos ( creiam, não há interesse em gerar o emprego pleno, pois assim faltaria o excesso de contingente para regulação de salários. Seu chefe não poderia obrigá-lo a fazer algo que não concorde ameaçando ter mais de 200 pessoas na porta para pegar a tua vaga, e assim por diante. Leia Adam Smith, A riqueza das Nações) e ter mais tempo para criar os filhos, estudos livres na medicina para alcançar a vida eterna ( é melhor se previnir caso não exista o tal do paraíso), a prática do respeito e consideração para com os outros por motivos egoistas como: se eu não te ferrar vc tb não me ferra (oK!), poderíamos nos dar bem melhor.

E quem sabe? De repente, até poderíamos encontrar o paraíso diante de nossos próprios olhos, escondido apenas pela ganância, egoísmo e estupidez de não conseguir enxergar os outros como nossos verdadeiros irmãos, sem apelar nem mesmo para a religião.

Imagine...

Puxando a descarga

Como bem sabe qualquer criança, lugar de fazer merda é na privada, não em público...

Marx revisitado

"A imprensa brasileira tem sido adversária histórica das instituições representativas do País" - Wanderley Guilherme dos Santos

A primeira vez como tragédia, a segunda, como farsa.

Como no início dos 50, o governo brasileiro cria uma empresa estatal para explorar petróleo em solo nacional. Como no início dos 50, a imprensa privada defende a abertura do setor a empresas privadas - e estrangeiras. Assim foi com O Globo, Grupo Folha, Diários Associados, O Estado de S.Paulo.

“O Estado de S.Paulo alegava que a criação de empresas estatais provocaria déficit no orçamento da União, aumentaria a carga tributária, prejudicaria o setor produtivo e elevaria a inflação”. (A criação da Petrobras nas páginas dos jornais O Estado de S. Paulo e Diário de Notícias - Celso Carvalho Junior, Unesp, 2005).

Contra os jornais, o presidente Getúlio Vargas criou a Petrobras. Sustentada pelo monopólio na exploração de petróleo, a estatal consolidou-se como referência internacional na atividade. Hoje, ainda que sangrando recursos nacionais para fora do país, é a oitava maior empresa do mundo, a segunda mais lucrativa das Américas.

E se sangra, sangra pelas mãos de Fernando Henrique Cardoso, o presidente da imprensa privada. Em 97, o homem eleito com a missão de destruir o legado de Vargas acabou com o monopólio estatal. Vingança da mídia, com quase um século de atraso. O pistoleiro de plantão foi seu então genro, David Zylbersztajn, eternizado pela frase "o petróleo é vosso". Hoje, Zylbersztajn é "fonte" para condenar a Petrosal.

Fazendo seus os argumentos do ex-genro, a imprensa privada tenta derrubar o projeto governista. Pede mais tempo para debates, para consultar mais "especialistas". A quebra de monopólio se deu sem discussão alguma. Não houve consulta.

Enquanto a mídia for privada, não haverá projeto de nação possível.

PARAFRASEANDO: UM RECADO PARA A COMISSÃO NACIONAL DA CONFECOM

13 de agosto de 2009 às 22:17

Quem espera nunca alcança…

Talvez ninguém da Comissão Nacional tenha prestado atenção na composição de Chico Buarque e por conta disto as bases despretigiadas se mostrem tão revoltadas com os acontecimentos.
Perdoem a lucidez, mas temos problemas com a própria Comissão. Não adianta apontar o dedo apenas para os empresários do setor, pois a incompetência nos parece geral. Como podem os concessionários de um serviço público terem mais importância na discussão do mesmo, que os donos, a população servida? A Nacional poderia há muito ter ratificado muitos itens do regimento interno, pois segundo informações da própria, as objeções eram poucas, não nos remetendo ao caráter fundamental das mesmas.
A Falta de ação e deliberação estão custando caro aos que estão movimentando a sociedade em suas bases neste momento. Os informes carecem de documentação, dificultando o acesso popular as instâncias decisórias. Cheguei a ler algo sobre delegados pétreos em deliberaçoes, que presumo terem sido refutadas…
Afim de garantir mais força política às conferências estaduais, optamos em realizar municipais.Qual não foi nossa surpresa ao recebermos informes, há praticamente duas semanas do prazo final, de que elas não seriam relevantes em termos de propostas delegadas.
Será esta uma lição de democracia?
Houve falta de comunicação? Se esta aconteceu como podemos levantar e discutir a questão se não fazemos nem nosso dever de casa?
Espero que este desabafo, de certo modo passional, não seja considerado um argumento desmobilizador. Muito pelo contrário, em recente reunião até nos motivou mais.
Já foi dito que o preço da liberdade é a eterna vigilância e que o poder corrompe.
Espero causar reflexão e mais posicionamento, os caminhos permanecem abertos

http://proconferencia.org.br/textos/clipping/empresarios-oficializam-saida-da-confecom-teles-e-band-continuam/

 
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